segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A história da pessoa com deficiência e a Visão Subnormal

Contexto histórico
Ao longo da história da humanidade a informação visual tem sido um dos meios de preferência para comunicar o modo de vida, a cultura, os hábitos e os gostos da coletividade. Assim, a visão se constitui como um dos sentidos que mais possibilita a interação do homem com o seu entorno.
A história da pessoa com deficiência perpassa por um contexto de exclusão, que ao longo das décadas foi passando por muitas transformações. Se nas sociedades primitivas as pessoas com deficiência eram mortas ou abandonadas hoje há todo um contexto que se volta para incluir estas pessoas e oferecer condições para que tenham o direito de se sentir integrada e para que a sociedade se adapte às diferenças individuais.
No que tange ao espaço escolar a inclusão vai muito além da inserção dos alunos na escola, esta requer uma mudança na estrutura organizacional atendendo os interesses de todos, indiscriminadamente.
E como para se comunicar e expressar sua cultura e linguagem o homem mantém com o mundo uma relação constituidamente imagética e repleta de apelos visuais, no espaço escolar também há um privilégio à visualização, este é sempre permeado por um universo de muitas letras, números, imagens, gráficos e figuras. Neste contexto há crianças com características e aspectos diversos. Somos diferentes, cada ser tem suas potencialidades e o aluno de baixa visão (ou visão subnormal) está também inserido neste espaço de diversidade.
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história da pessoa com deficiência
Mas o que é Visão Subnormal ou Baixa Visão?
Mas o que é Visão Subnormal ou Baixa Visão?
Embora a definição de baixa visão seja complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções visuais, Sá (2007) a define como uma
(...) redução do rol de informações que o indivíduo recebe do ambiente, restringindo a grande quantidade de dados que este oferece e que são importantes para a construção do conhecimento sobre o mundo exterior. Em outras palavras, o indivíduo pode ter um conhecimento restrito do que o rodeia. (Sá, 2007, p. 17).
A criança com baixa visão enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos, assim ela deve ser estimulada a usar a visão residual ao máximo. Ela não é cega e não deve ser tratada como tal. Por isso o processo educativo de pessoas com baixa visão se desenvolverá, principalmente, por meios visuais, ainda que com a utilização de recursos específicos.
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Visão Subnormal ou Baixa Visão
Patologias que conduzem à baixa visão
Patologias que conduzem à baixa visão
ATROFIA DO NERVO ÓPTICO
Patologia hereditária, ou não, congénita ou adquirida que consiste na degenerescência das fibras do nervo óptico. Se for total, não há sequer percepção luminosa.
ALTA MIOPIA
Trata-se de um defeito de retracção elevado que frequentemente é hereditário, associado a outros aspectos degenerativos.
CATARATAS CONGÉNITAS
Patologia frequentemente hereditária que consiste numa perda da transparência do cristalino, originando grandes perturbações na diminuição da acuidade visual.
DEGENERESCÊNCIA MACULAR
Patologia da zona central da retina, mácula, e que constitui uma das causas mais freqüentes de dependência visual ligada à idade.
GLAUCOMA
Trata-se de uma patologia do olho em que a pressão intraocular é elevada por produção excessiva ou deficiência na drenagem do humor aquoso.
ATROFIA DO NERVO ÓPTICO
Patologia hereditária, ou não, congénita ou adquirida que consiste na degenerescência das fibras do nervo óptico. Se for total, não há sequer percepção luminosa.
ALTA MIOPIA
Trata-se de um defeito de retracção elevado que frequentemente é hereditário, associado a outros aspectos degenerativos.
CATARATAS CONGÉNITAS
Patologia frequentemente hereditária que consiste numa perda da transparência do cristalino, originando grandes perturbações na diminuição da acuidade visual.
DEGENERESCÊNCIA MACULAR
Patologia da zona central da retina, mácula, e que constitui uma das causas mais freqüentes de dependência visual ligada à idade.
GLAUCOMA
Trata-se de uma patologia do olho em que a pressão intraocular é elevada por produção excessiva ou deficiência na drenagem do humor aquoso.
Trajeto de um aluno com Visão Subnormal ou baixa visão numa classe inclusiva
Trajeto de um aluno com Visão Subnormal ou baixa visão numa classe inclusiva
Considerando os aspectos de uma criança com visão subnormal traçaremos seu trajeto ao ser inclusa numa sala de aula, de modo que esta seja bem sucedida e garanta ao educando a possibilidade de vivenciar a experiência como uma possibilidade de desenvolver suas potencialidades e garantir a aprendizagem.
Considerando os aspectos de uma criança com visão subnormal traçaremos seu trajeto ao ser inclusa numa sala de aula, de modo que esta seja bem sucedida e garanta ao educando a possibilidade de vivenciar a experiência como uma possibilidade de desenvolver suas potencialidades e garantir a aprendizagem.
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Trajeto de um aluno com BV numa classe inclusiva
Preparação prévia para o recebimento da criança

Preparação prévia para o recebimento da criança
O trabalho com os alunos de baixa visão começa antes mesmo de inseri-los no espaço escolar, pois é preciso que as escolas estejam preparadas para receber as crianças em suas múltiplas necessidades. No caso da deficiência visual é preciso que o professor passe por uma formação de orientação e mobilidade, de igual modo a equipe escolar também devem estar preparados para receber a criança.
A formação do professor em orientação e mobilidade permite oferecer informações sobre o desenvolvimento da criança, a formação de conceitos, utilização dos sentidos remanescentes - conhecimentos básicos para melhor desempenho do aluno com deficiência visual na escola inclusiva.
Através da observação em contextos naturais e dos sinais de alerta e da sintomatologia associada, complementadas por uma avaliação clínica, relativa às funções e capacidades visuais básicas, poderá ser feito um diagnóstico preciso da patologia e estruturar-se a intervenção educativa que permita ao Indivíduo a utilização eficaz da visão que possui, melhorando a sua qualidade de vida e adequando-se o seu processo ensino e aprendizagem. (BRASIL, 2002).
Uma outra importante consideração diz respeito a Proposta Curricular, ao considerarmos a inclusão total do aluno com D.V estamos considerando não programas e currículos especiais por conta de suas necessidades, mas o que se propõe é a eliminação dos obstáculos que impedem que o aluno progrida e avance no processo ensino e aprendizagem.
É preciso que o professor compreenda que a criança com baixa visão será um dos muitos alunos de sua turma e que, assim como os demais, possui características e necessidades individuais. Uma das primeiras providências tomadas pelo professor é entrar em contato com o professor da sala de Atendimento Educacional Especializado – AEE – para buscar o melhor caminho para atender ao aluno.
A escola deve estar preparada para receber as crianças com deficiência, para isso é importante promover reuniões para discutir as dificuldades encontradas e a melhor maneira de contorná-las, a aquisição de materiais bibliográficos de apoio, a realização de palestras com especialistas e professores experientes no assunto deve estar voltada para toda comunidade escolar.
Preparação da sala
Outro ponto importante é preparar a classe para receber a criança com baixa visão e, posteriormente, ajudar a criança a se familiarizar com o meio físico e com os colegas.
As Orientações Curriculares (2008) para alunos com baixa visão orientam que se façam adaptações de estratégias específicas de organização e gestão da sala de aula, como:
• Ler em voz alta enquanto escreve no quadro;
• Proporcionar informações verbais que permitam ao aluno aperceber-se dos acontecimentos que ocorrem na sala de aula;
• Alertar o aluno sempre que ocorram mudanças na disposição da sala;
• Usar giz com uma cor que contraste com a cor do quadro;
• Evitar os reflexos da luz no quadro e na superfície de trabalho;
• Evitar posicionar-se em frente da janela;
• Não posicionar o aluno de frente para uma fonte de luz;
• Colocar o aluno no lugar na sala de aula que lhe proporciona um melhor campo de visão e permitir que mude de lugar, consoante as tarefas em causa e ou as ajudas ópticas que utiliza;
• Alternar as tarefas que exigem maior esforço visual com tarefas não visuais.
Adaptações físicas da sala
Adaptações físicas da sala
Como a configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por alunos com deficiência visual, tal como ocorre com os que enxergam é preciso possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. De forma processual as informações sobre o espaço e a mobília serão apreendidas, e o aluno poderá se deslocar sem dificuldades. Vale ressaltar que é importante reservar um espaço na sala de aula com mobiliário adequado para a disposição dos instrumentos utilizados por esses alunos que devem incumbir-se da ordem e organização do material para assimilar pontos de referência úteis para eles.
Quanto às adaptações físicas da sala se deve ter o cuidado de manter as portas sempre bem abertas ou fechadas, evitando que fiquem entreabertas, as gavetas ficam bem fechadas, os objetos não podem ficar espalhados pelo chão e o piso deve ser antiderrapante.
Segundo Mantoan (2003), “além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente as aulas regulares, de preferência no mesmo local. Tudo isso ajuda na integração dentro e fora da escola.”
O AEE identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. Além disso, o AEE complementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
É importante que a escola seja para este aluno um lugar que o prepare para a vida pública, construindo sua identidade a partir dos confrontos com as diferenças e da convivência com o outro.
Instalação de artefatos tecnológicos necessários

Instalação de artefatos tecnológicos necessários
A estimulação contínua deve ser um trabalho constante da escola, pois as dificuldades de interação e de exploração do domínio do meio físico podem influenciar no desenvolvimento corporal.
Por isso a escola precisa dispor de dispositivos especiais para estes casos. Em relação a criança com visão subnormal estes dispositivos podem ser ópticos e não-ópticos.
Recursos não-òpticos:
Tipos ampliados: ampliação de fontes, de sinais e símbolos gráficos em livros, apostilas, textos avulsos, jogos, agendas, entre outros.
Acetato amarelo: diminui a incidência de claridade sobre o papel.
Plano inclinado: carteira adaptada, com a mesa inclinada para que o aluno possa realizar as atividades com conforto visual e estabilidade da coluna vertebral.
Softwares com magnificadores de tela e Programas com síntese de voz.
Recursos ópticos
Para longe: telescópio: usado para leitura no quadro negro, restringem muito o campo visual; telessistemas, telelupas e lunetas.
Para perto: óculos especiais com lentes de aumento que servem para melhorar a visão de perto. (óculos bifocais, lentes esferoprismáticas, lentes monofocais esféricas, sistemas telemicroscópicos).
Lupas manuais ou lupas de mesa e de apoio: úteis para ampliar o tamanho de fontes para a leitura, as dimensões de mapas, gráficos, diagramas, figuras etc. Quanto maior a ampliação do tamanho, menor o campo de visão com diminuição da velocidade de leitura e maior fadiga visual.
O uso destes recursos associados aos materiais adaptados, a organização e adequação do ambiente ajudam o aluno com visão subnormal a desenvolver a sua eficiência visual.
E sobre os artefatos tecnológicos:
Se é certo que as tecnologias da informação e da comunicação poderão constituir um poderoso meio potenciador do sucesso pessoal do indivíduo portador de deficiência visual, nomeadamente no que toca ao seu sucesso escolar, profissional e social, não é menos verdade que, para isso, se torna necessário que esse indivíduo receba, no momento próprio, uma preparação cuidada e orientada por alguém competente e com prática de utilização dos meios específicos adequados. (Mendonça, 2008),
Segundo Antonio Borges “Há uma imensa quantidade de dispositivos tecnológicos que podem ser usados para auxiliar um deficiente visual e inseri-lo no processo escolar.”.
Entre estes dispositivos mais usados estão:
Computadores
Sintetizadores de voz
Linhas Braille
Impressão aumentada gerada por hardware
Impressoras Braille
Impressão aumentada gerada por software.
Gravação de textos com indexação e Braille.
Recursos ópticos e ópticos
Materiais criativos e reciclados, além de isopor, madeira, rotex, feltro, cortiça, etc.
Adaptações:
• Canetas tipo pincel atômico
• Acetato
• Livros com letras ampliadas
• Papel com pautas em negrito
• Marcadores de página e molduras de papelão (janelas de leitura)
• Viseiras de sol e outras proteções
• Instrumentos de medida comuns (réguas, esquadros) ao qual se adiciona rotex braille (fita autocolante com texto).
Livros falados e o sistema Daisy
Em suma, estes dispositivos contribuem para que o processo de ensino e aprendizagem aconteça de forma agradável e motivadora num ambiente colaborativo e de respeito às diferenças.
Ações de acolhimento coletivas e atividades de integração

Ações de acolhimento coletivas e atividades de integração
A fim de apresentar ações coletivas e atividades de integração a escola precisa quebrar alguns tabus, explicitar os conflitos e dialogar com a situação.
A fim de apresentar ações coletivas e atividades de integração a escola precisa quebrar alguns tabus, explicitar os conflitos e dialogar com a situação.
É primordial que o aluno de baixa visão seja recebido num ambiente onde há um relacionamento aberto e cordial com os colegas e a família. Na sala de aula colegas, professor e aluno devem conversar naturalmente e esclarecerem dúvidas. A conversa propicia que todos criem o hábito de dialogar, integrando o colega com deficiência visual nas ações e evitando a comunicação gestual, neste acolhimento é preciso evitar a superproteção e a discriminação.
Neste sentido algumas atividades colaboram para a integração com os alunos, tais como as atividades de educação física, nelas o auxílio de barras, cordas, bolas com guiso participa das brincadeiras permitem que a criança se sinta inclusa no contexto. As atividades artísticas são excelentes oportunidades para que a criança com baixa visão apresente suas habilidades, nestas poucas são as adaptações necessárias.
Sobre estas atividades vale ressaltar que aquelas predominantemente visuais devem ser “adaptadas com antecedência e outras durante a sua realização por meio de descrição, informação tátil, auditiva, olfativa e qualquer outra referência que favoreçam a configuração do cenário ou do ambiente”.
Execução de exercícios e provas e Avaliação do aluno

Execução de exercícios e provas e Avaliação do aluno
A execução de exercício e provas podem necessitar de ajustes, seja por meio da modificação de técnicas, como dos instrumentos utilizados. Alguns exemplos desses ajustes:
• Utilizar diferentes procedimentos de avaliação, adaptando-os aos diferentes estilos e possibilidades de expressão dos alunos;
• Valer-se de exercícios escritos e também orais;
• Adaptação e produção de material e textos no sistema Braille;
• Estender o tempo da avaliação, considerando-se as peculiaridades já mencionadas em relação à percepção não visual.
• Possibilitar a realização de trabalhos e tarefas escolares utilizando a máquina de escrever em Braille ou o computador.
Considerando que a visão se constitui um canal privilegiado de acesso ao mundo, estabelecendo a base de uma parte significativa das aprendizagens humanas, se pode dizer que
Através da visão as crianças desenvolvem-se e aprendem naturalmente, sem que tenham que ser ensinadas, unicamente pelo fato de observarem, explorarem e interagirem com o mundo que as rodeia. No caso das crianças cegas ou com graves limitações visuais, a informação visual é inexistente ou recebida de forma fragmentada e distorcida, o que limita a interação com o ambiente e a extensão e variedade das experiências, comprometendo as aprendizagens acidentais e originando atrasos no desenvolvimento motor, cognitivo e social.
Deste modo é preciso que no momento de avaliar o docente considere as potencialidades e limitações do educando com baixa visão, ao tempo em estimule a visão para que o acesso à informação visual lhes permita perceber os objetos, inclusive a tempo de não se frustrarem. Quando a criança com baixa visão se sente segura a interação com o ambiente a conduz para o desenvolvimento motor e psicomotor mais rápido e eficaz.
A execução de exercício e provas podem necessitar de ajustes, seja por meio da modificação de técnicas, como dos instrumentos utilizados. Alguns exemplos desses ajustes:
• Utilizar diferentes procedimentos de avaliação, adaptando-os aos diferentes estilos e possibilidades de expressão dos alunos;
• Valer-se de exercícios escritos e também orais;
• Adaptação e produção de material e textos no sistema Braille;
• Estender o tempo da avaliação, considerando-se as peculiaridades já mencionadas em relação à percepção não visual.
• Possibilitar a realização de trabalhos e tarefas escolares utilizando a máquina de escrever em Braille ou o computador.
Considerando que a visão se constitui um canal privilegiado de acesso ao mundo, estabelecendo a base de uma parte significativa das aprendizagens humanas, se pode dizer que
Através da visão as crianças desenvolvem-se e aprendem naturalmente, sem que tenham que ser ensinadas, unicamente pelo fato de observarem, explorarem e interagirem com o mundo que as rodeia. No caso das crianças cegas ou com graves limitações visuais, a informação visual é inexistente ou recebida de forma fragmentada e distorcida, o que limita a interação com o ambiente e a extensão e variedade das experiências, comprometendo as aprendizagens acidentais e originando atrasos no desenvolvimento motor, cognitivo e social.
Deste modo é preciso que no momento de avaliar o docente considere as potencialidades e limitações do educando com baixa visão, ao tempo em estimule a visão para que o acesso à informação visual lhes permita perceber os objetos, inclusive a tempo de não se frustrarem. Quando a criança com baixa visão se sente segura a interação com o ambiente a conduz para o desenvolvimento motor e psicomotor mais rápido e eficaz.
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Exercícios e Avaliação do aluno
Interação com a família

Interação com a família
Manter um canal de diálogo com a família e estimular a sua participação nas reuniões da escola é importante para construir um clima de confiança para que os pais possam manifestar as suas dúvidas e angústias sobre a escolarização dos filhos.
Manter um canal de diálogo com a família e estimular a sua participação nas reuniões da escola é importante para construir um clima de confiança para que os pais possam manifestar as suas dúvidas e angústias sobre a escolarização dos filhos.
Num primeiro momento o professor pode entrevistar a família para conhecer a história do aluno e suas necessidades especiais, é importante também identificar quais são as expectativas dos pais com relação ao aproveitamento e desempenho escolar do filho.
Ao tomar estas iniciativas a escola envolve os pais no processo de inclusão e permite que num trabalho coletivo escola e pais encontrem soluções para as dificuldades encontradas.
Tecnologias assistivas

Tecnologias assistivas
Desenvolver políticas voltadas para a formação dos professores e a disponibilização de tecnologias assistivas aos portadores de necessidades educacionais especiais é um dos grandes desafios da escola, uma vez que a inclusão escolar exige que estejamos preparados para receber estes alunos e ao mesmo tempo prepara-los para o exercício da cidadania e da inclusão digital.
As tecnologias assistivas são importantes instrumentos , que quando utilziados corretamente, configuram um meio concreto de inclusão e interação no mundo. Nesse sentido o professor encontrará nas tecnologias assistivas recursos, serviços, e práticas concebidas e aplicadas para facilitar a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Para isso precisará considerar o ensino além da sala de aula e ao quadro de giz.
O acesso à tecnologia assisitiva e aos recursos tecnológicos além de ser um caminho para a inclusão são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social, cultural e afetivo das pessoas com cegueira e baixa visão para que as mesmas ao construírem o conhecimento participem de fato e de direito da sociedade.
Desenvolver políticas voltadas para a formação dos professores e a disponibilização de tecnologias assistivas aos portadores de necessidades educacionais especiais é um dos grandes desafios da escola, uma vez que a inclusão escolar exige que estejamos preparados para receber estes alunos e ao mesmo tempo prepara-los para o exercício da cidadania e da inclusão digital.
As tecnologias assistivas são importantes instrumentos , que quando utilziados corretamente, configuram um meio concreto de inclusão e interação no mundo. Nesse sentido o professor encontrará nas tecnologias assistivas recursos, serviços, e práticas concebidas e aplicadas para facilitar a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Para isso precisará considerar o ensino além da sala de aula e ao quadro de giz.
O acesso à tecnologia assisitiva e aos recursos tecnológicos além de ser um caminho para a inclusão são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social, cultural e afetivo das pessoas com cegueira e baixa visão para que as mesmas ao construírem o conhecimento participem de fato e de direito da sociedade.
Estes meios possibilitam a comunicação, a pesquisa e o acesso ao conhecimento. Diversos programas leitores de tela com síntese de voz, concebidos para usuários cegos possibilitam a navegação na internet, o uso do correio eletrônico, o processamento de textos, de planilhas e uma infinidade de aplicativos operados por meio de comandos de teclado que dispensam o uso do mouse. Entre eles temos:
DOSVOX: sistema operacional que possui um conjunto de ferramentas e aplicativos próprios além de agenda, chat e jogos interativos.
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox
VIRTUAL VISION: é um software brasileiro desenvolvido para operar com os utilitários e as ferramentas doambiente Windows.
http://www.micropower.com.br
JAWS: software mundialmente conhecido como o leitor de tela mais completo e avançado. Possui uma ampla gama de recursos e ferramentas com tradução para diversos idiomas, inclusive para o português.
http://www.lerparaver.com
http://www.laramara.org.br
Materiais e equipamentos adaptados:
• Desportivos - Objetos em relevo
• Máquina braile - Texturas diversas
• Reglete - Filmes
• Punção - Tamanho de letras
• Mapa tátil - Atrill + lupa+ luz + presilhas
• Lentes de aumento - Softwares educativos específicos
• Soroban - Bengalas
Sites
Sugestões de Sites:
www.subnormalvisao.com.br
http://www.ibc.gov.br/?itemid=93
http://www.bengalalegal.com/cegos.php
http://www.assistiva.org.br/
http://www.lerparaver.com/ver/versemolhar.htm
http://brasilmedia.com/Baixa-visao.html#types
http://deficienciavisual.com.sapo.pt/txt-entendendoBxVisao-profs.htm
http://portal.mec.gov.br/
www.subnormalvisao.com.br
http://www.ibc.gov.br/?itemid=93
http://www.bengalalegal.com/cegos.php
http://www.assistiva.org.br/
http://www.lerparaver.com/ver/versemolhar.htm
http://brasilmedia.com/Baixa-visao.html#types
http://deficienciavisual.com.sapo.pt/txt-entendendoBxVisao-profs.htm
http://portal.mec.gov.br/
Livros
Sugestões de Livros:
• BRUNO, Marilda Moraes Garcia. Deficiência Visual: Reflexão sobre a prática pedagógica. Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual. São Paulo, 1997.
• CASTRO, Danilo D. Monteiro de. Visão subnormal. Rio de Janeiro: Editora Cultura Médica, 1994.
• COSTA, Jane de Almeida. Adaptando para a Baixa Visão. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• COSTA, Jane de Almeida. Aluno com Baixa Visão. Enfoques Pedagógicos. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• GASPARETTO, Maria Elisabete R. F.; KARA-JOSÉ, Newton. Entendendo a Baixa Visão. Orientação aos Pais. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• HADDAD, M. Aparecida O.: KARA-JOSÉ, Newton; SAMPAIO, W. Auxílios para Baixa Visão. Vol.I. Coleção Baixa Visão. Laramara. S. Paulo.
• OLIVEIRA, Regina C. de Salles; KARA-JOSÉ, Newton; SAMPAIO, Marcos Wilson. Entendendo a baixa visão. Orientação aos Professores. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• BRUNO, Marilda Moraes Garcia. Deficiência Visual: Reflexão sobre a prática pedagógica. Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual. São Paulo, 1997.
• CASTRO, Danilo D. Monteiro de. Visão subnormal. Rio de Janeiro: Editora Cultura Médica, 1994.
• COSTA, Jane de Almeida. Adaptando para a Baixa Visão. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• COSTA, Jane de Almeida. Aluno com Baixa Visão. Enfoques Pedagógicos. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• GASPARETTO, Maria Elisabete R. F.; KARA-JOSÉ, Newton. Entendendo a Baixa Visão. Orientação aos Pais. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
• HADDAD, M. Aparecida O.: KARA-JOSÉ, Newton; SAMPAIO, W. Auxílios para Baixa Visão. Vol.I. Coleção Baixa Visão. Laramara. S. Paulo.
• OLIVEIRA, Regina C. de Salles; KARA-JOSÉ, Newton; SAMPAIO, Marcos Wilson. Entendendo a baixa visão. Orientação aos Professores. Pnabv – Projeto Nacional para Alunos com Baixa Visão, MEC – Secretaria de Educação Especial, Brasília/DF, 2000.
Referências:
BORGES, Antonio. Dispositivos e Adaptações. Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:. Acesso em 23 Nov. 2009.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Compreender a Baixa Visão. Brasília: MEC/SEESP, 2002.
GIL, Marta. Educação Inclusiva: O que o Professor. Imprensa Oficial: São Paulo, 2005.
MANTOAN, M.T.E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como Fazer? São Paulo. Moderna 2003.
MENDONÇA A., MIGUEL C., NEVES G., MICAELO M., REINO V. (orgs). Alunos cegos e com baixa visão – Orientações curriculares. MEC, 2008.
SÁ, Elizabet Dias de, CAMPOS, Izilda Maria, SILVA, Myrian Beatriz Campolina. Deficiência Visual. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.
BORGES, Antonio. Dispositivos e Adaptações. Curso de Especialização de Tecnologias em Educação. PUC-RIO – Disponível em:
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Compreender a Baixa Visão. Brasília: MEC/SEESP, 2002.
GIL, Marta. Educação Inclusiva: O que o Professor. Imprensa Oficial: São Paulo, 2005.
MANTOAN, M.T.E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como Fazer? São Paulo. Moderna 2003.
MENDONÇA A., MIGUEL C., NEVES G., MICAELO M., REINO V. (orgs). Alunos cegos e com baixa visão – Orientações curriculares. MEC, 2008.
SÁ, Elizabet Dias de, CAMPOS, Izilda Maria, SILVA, Myrian Beatriz Campolina. Deficiência Visual. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.

Ausência de luz não significa "ausência de vida", mesmo porque a luz que mais brilha é aquela que mantemos dentro de nós!.(Gerson F. Ferreira - Coordenador Geral de Informática do Instituto Benjamin Constant.)
Ter baixa visão não significa ser incapaz de ver.
Ter baixa visão não significa ser incapaz de ver.
"Hoje as tecnologias tem se adaptado às necessidades dos deficientes visuais, promovendo, assim, a expansão de mundo e derrubando as barreiras da comunicação e do acesso a informação". (Site Ver sem olhar)

Este é um belo livro! A história narra a vida de Marcela. Uma criança que gosta de brincar, de dançar e ouvir música. Marcela nasceu cega.
"Nunca viu o pôr-do-sol ou as cores de um jardim florido... Mas conhece o sorriso de seus pais e o abraço de seus amigos, pois Marcela é muito querida e amada.
Como toda criança, Marcela gosta de brincadeiras, de boneca, de bicicleta, de parquinho, de música, de piscina e muito mais.
E, também como toda e qualquer criança, precisou de ajuda para ganhar confiança, para aprender coisas novas. Graças a todo esse amor, a cada dia que passa, desenvolve novas habilidades. E Marcela tem muitas, como a de enxergar
a felicidade com o coração!" (A felicidade das Borboletas).
Leia este livro!
O aluno com baixa visão e déficit cognitivo
O aluno com baixa visão e déficit cognitivo
A escola costuma confundir ou interpretar erroneamente algumas atitudes e condutas de alunos com baixa visão (BV) que oscilam entre o ver e o não ver.
Alunos com BV costumam:
1. Trocar a posição do livro;
2. Perder a seqüência das linhas em uma página ou mesclar letras semelhantes;
3. Falta de interesse ou dificuldade em participar de jogos que exijam visão de distância.
A baixa visão pode ocasionar conflitos emocionais, psicológicos e sociais, que influenciam o desempenho visual, a conduta do aluno, e refletem na aprendizagem. Um ambiente de calma, encorajamento e confiança contribuirão positivamente para a eficiência na melhor utilização da visão potencial que deve ser explorada e estimulada no ambiente educacional, pois o desempenho visual também está relacionado com a aprendizagem.
É recomendável, portanto, provocar a conduta de utilizar a visão para executar todo tipo de tarefas, pois a visão não se gasta com o uso. Além disso, o professor deve proporcionar ao aluno condições para uma boa higiene ocular de acordo com recomendações médicas.
A utilização de recursos ópticos e não-ópticos envolve o trabalho de pedagogia, de psicologia, de orientação e mobilidade e outros que se fizerem necessários. Assim, as escolhas e os níveis de adaptação desses recursos em cada caso devem ser definidos a partir da conciliação de inúmeros fatores.
Entre eles destacam-se as necessidades específicas, diferenças individuais, preferências, interesses e habilidades que vão determinar as modalidades de adaptações e atividades mais adequadas.
Conhecer o desenvolvimento global do aluno, o diagnóstico, a avaliação funcional da visão, o contexto familiar e social, bem como as alternativas e os recursos disponíveis, facilitam o planejamento de atividades e a organização do trabalho pedagógico.
Referência
SÁ, Elizabet Dias de, CAMPOS, Izilda Maria, SILVA, Myrian Beatriz Campolina. Deficiência Visual. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.
A escola costuma confundir ou interpretar erroneamente algumas atitudes e condutas de alunos com baixa visão (BV) que oscilam entre o ver e o não ver.
Alunos com BV costumam:
1. Trocar a posição do livro;
2. Perder a seqüência das linhas em uma página ou mesclar letras semelhantes;
3. Falta de interesse ou dificuldade em participar de jogos que exijam visão de distância.
A baixa visão pode ocasionar conflitos emocionais, psicológicos e sociais, que influenciam o desempenho visual, a conduta do aluno, e refletem na aprendizagem. Um ambiente de calma, encorajamento e confiança contribuirão positivamente para a eficiência na melhor utilização da visão potencial que deve ser explorada e estimulada no ambiente educacional, pois o desempenho visual também está relacionado com a aprendizagem.
É recomendável, portanto, provocar a conduta de utilizar a visão para executar todo tipo de tarefas, pois a visão não se gasta com o uso. Além disso, o professor deve proporcionar ao aluno condições para uma boa higiene ocular de acordo com recomendações médicas.
A utilização de recursos ópticos e não-ópticos envolve o trabalho de pedagogia, de psicologia, de orientação e mobilidade e outros que se fizerem necessários. Assim, as escolhas e os níveis de adaptação desses recursos em cada caso devem ser definidos a partir da conciliação de inúmeros fatores.
Entre eles destacam-se as necessidades específicas, diferenças individuais, preferências, interesses e habilidades que vão determinar as modalidades de adaptações e atividades mais adequadas.
Conhecer o desenvolvimento global do aluno, o diagnóstico, a avaliação funcional da visão, o contexto familiar e social, bem como as alternativas e os recursos disponíveis, facilitam o planejamento de atividades e a organização do trabalho pedagógico.
Referência
SÁ, Elizabet Dias de, CAMPOS, Izilda Maria, SILVA, Myrian Beatriz Campolina. Deficiência Visual. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.
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